Vida e Ritmos

14/09/2015 11:25

A vida é tão rica que podemos abordá-la sob os mais diversos ângulos e sempre teremos novas reflexões sobre ela.

Uma coisa curiosa sobre a vida é que ela não tem um oposto, um contrário, como dia tem noite, bem tem mal, etc. E a morte, não lhe seria um oposto? Cremos que não, pois o oposto de morte (fim) é nascimento (começo). Assim morte é o fim da vida, como o nascimento é o início dela.

A vida aparece sob várias formas: minerais, vegetais, animais, sociais. A vida está no interior delas, das formas de vida, sujeitas a transformações. E como se conceituar vida? Ainda nunca se chegou a um consenso sobre isso.

Mas vamos agora pensar a vida, não como formas, mas como uma manifestação de ritmos. De ritmos, por que? Ora, se formos observar, tudo no Universo, no micro e no macro cosmos, obedece a ritmos. Se não, vejamos: a Terra demora 24 horas para girar sobre si mesma e 365 dias para orbitar em torno do sol, e sempre assim; as plantas, de acordo com as suas espécies, verduras, legumes, grãos, frutas, tem um tempo certo para germinar; a gestação humana demora 9 meses, de uma galinha 21 dias; os batimentos cardíacos tem seu ritmo, assim como os movimentos respiratórios, as ondas cerebrais, o metabolismo; a música, as ondas do mar tudo, tudo obedece a um ritmo.

Já pensaram nisso? Estamos envolvidos pelo ritmo, nele existimos e nos movemos. E este ritmo, que é constante em tudo, também existe na nossa transformação, na nossa maneira de viver: andamos num determinado ritmo, mas podemos apressar o nosso passo, se quisermos; comemos num certo ritmo, mas podemos mudar este ritmo; lemos num ritmo, mais lento ou mais rápido, dependendo sempre da nossa vontade. Este ritmo que impomos à nossa vida é pessoal, só nosso e depende só da nossa vontade. Ninguém vive no ritmo do outro.

Se pensarmos um pouco mais longe, percebemos que o ritmo da nossa evolução também é pessoal e depende só de nós. Todo o caminho que percorremos, desde que fomos criados simples e ignorantes por Deus, demorou um determinado tempo, de acordo com o ritmo que nos impusemos. Assim, muitos espíritos criados ao mesmo tempo, não estão hoje, no mesmo patamar evolutivo: uns progrediram mais depressa, porque escolheram assim, sem paradas desnecessárias; outros se demoraram mais, nos prazeres efêmeros, nas atitudes mal pensadas e foram ficando para trás; outros ainda, se satisfizeram com maldades, dando vazão aos sentimentos de ódio, de vingança, deixando-se dominar pela ira, pelo orgulho, pelo egoísmo, pela inveja: estes são hoje os mais infelizes.

E agora a conclusão mais importante: se progredimos em tempos diferentes, de acordo com o nosso ritmo pessoal e a nossa vontade, por que olhamos para o nosso irmão, julgando-o e exigindo que ele se corrija, que ele melhore, se o ritmo dele não é igual ao nosso? Se já melhoramos em muitas coisas, agradeçamos ao Pai pelas oportunidades aproveitadas, mas olhemos o irmãozinho, que vem atrás de nós, com tolerância, perdão e sobretudo amor, entendendo que o seu ritmo é diferente.

Só assim, encontraremos a Paz e a alegria de viver!

Abraço a todos.