Sucesso

21/09/2017 10:36

Avalio o sucesso do meu dia baseado nas sementes que plantei e não na colheita que realizei”  (Robert Louis Stevenson -1860-1894)

Meditando sobre este pensamento, (deste querido escritor escocês, autor de obras como A Ilha do Tesouro e O Médico e o Monstro) encontrei muitas respostas a questionamentos comuns, que muitas vezes assomam aos nossos pensamentos.

Sub-repticiamente ele se refere à ingratidão humana, quando diz que se baseia o seu sucesso, não na colheita que realizou. E que colheita é esta?

Com certeza, refere-se ao bem que espalhou ao seu redor, as sementes de amor que plantou.

E, por mais que queiramos nos iludir com as pessoas, raramente percebemos que o amor semeado, nem sempre tem a colheita esperada.

E não falamos de gratidão ou quejandos. Falamos mesmo dos ensinamentos de amor, de justiça, de honestidade, de bondade que se semeia ao longo da existência e, com certa dor, notamos que estas sementes não frutificaram nos corações, como se esperava.

E vemos a sabedoria de Jesus, quando, na Parábola do Semeador, nos fala dos terrenos diversos que encontramos pela nossa frente: a beira do caminho, o terreno de pedras, de espinheiros e o terreno fértil.

Então, percebemos como R.L.Stevenson entendeu a lição de Jesus, sem se preocupar com a colheita: cada semente cai num tipo de terreno, e não somos responsáveis pela sua frutificação.

Mas, somos sim responsáveis pelas sementes que plantamos. E por sementes vamos entender não apenas as noções de amor, de justiça, de honestidade, de bondade, mas principalmente os exemplos que deixamos destas lições que pregamos.

A nossa auto cobrança deve ser apenas quanto às sementes: lições e exemplos que deixamos; quanto à colheita, cada “terreno” é responsável pela sua produção.

Assim, se explica porque o nosso sucesso depende do que semeamos, não do que colhemos.

O que acham, amigos?        Abraço !