O poder do bem
Relendo o Livro dos Espíritos, fiquei meditando sobre a pergunta 932, na qual Kardec pergunta aos espíritos, porque o mal prevalece na Terra. A resposta é instigante:_ Pela fraqueza dos bons. E completam:Os maus são intrigantes e audaciosos; os bons são tímidos. Estes, se o quiserem, assumirão a preponderância” .
Agora, eu me pergunto: sou boa? Honestamente, acho que sim, porque procuro não prejudicar ninguém, não fazer o mal, pelos menos, conscientemente.
Mas daí lembro-me de outra afirmação, ( resposta da pergunta 642) que diz: É preciso fazer o bem, no limite das próprias forças, pois cada um responderá por todo o mal que tiver ocorrido , por causa do bem que deixou de fazer .
Agora sim! Encontro-me diante de um impasse. Tenho feito o bem, no limite das minhas próprias forças? E tentando examinar-me com fidelidade, reconheço que faço algum bem, mas não no limite das próprias forças.
Eu, e acredito que muitos de nós, fazemos o bem que não exija de nós, nenhum sacrifício. A nossa lista de boas ações prevê, a comodidade de praticar tal ou qual bem: se for preciso ir muito longe, enfrentar riscos, desgastes, deixamos de fazer este bem, porque dá muito trabalho.
Agora imaginemos: um pai de família, desempregado, cheio de bocas para alimentar, arrisca-se para roubar alimentos e acaba indo preso, ou levando um tiro. E era justamente neste lar que eu iria levar alguma coisa se não fosse tão longe, ou não estivesse chovendo. Desta forma, o bem que eu não fiz, acarretou grave mal ao homem e à família e eu serei responsabilizada, porque não fiz aquele bem, no limite de minhas forças.
Será que eu estou agindo assim: por fraqueza, por preguiça, por comodismo?
É preciso que eu desperte para a necessidade de fazer o bem no limite das minhas forças, nunca deixando para depois, o bem que devo e posso fazer agora.
Parece cruel, conosco mesmo, pensar assim. Mas isto é o que acontece: quanto sofrimento pelo mundo afora, em outros países, ou mesmo no meu quintal, que eu poderia, de alguma forma amenizar?
É preciso sermos como os maus, audaciosos, para lutarmos pela implantação do bem no mundo, agindo, protestando, opinando.
Apenas curtir no Face, as notícias de desgraça não basta. É preciso arregaçar as mangas e fazer acontecer.
Só quando formos fortes, audaciosos em fazer o bem, ele será implantado naTerra. Que Deus nos ajude e nos ilumine!
