Livre Arbítrio

28/04/2015 22:43

A Doutrina Espírita nos ensina que Deus nos dotou do livre arbítrio, que é a liberdade de agirmos como quisermos, colhendo, porém, as consequências do bem ou do mal que praticamos nesta escolha. Criados simples e ignorantes, passamos por todas as fases da evolução, para chegarmos ao que somos: espíritos inteligentes, que já conquistaram do livre arbítrio.

Isto é testemunhado pelos Espíritos  Benfeitores, que embora estejam ao nosso lado, ajudando-nos, orientando-nos, nunca nos forçam, apesar de terem este poder, a fazer o que não queremos, tolhendo a nossa liberdade. Isto já não acontece quando se trata de irmãozinhos nossos, espíritos ainda  inferiores, que ao nosso lado, nos influenciam de tal forma (pela nossa invigilância), que até nos obrigam a ações que não queremos fazer, jamais respeitando o nosso livre arbítrio.

E nós, na nossa ignorância, muitas vezes, nos questionamos de como Deus, pai de Amor e Bondade, pode permitir os desmandos cruéis que os homens cometem? Ele não nos tolhe o livre arbítrio, permite que façamos o mal, mas, pela Sua Justiça, colhemos os frutos das maldades que plantamos: isso é liberdade?

Refletindo mais um pouco, podemos chegar a uma trágica conclusão: temos liberdade de fazer o que queremos, sim, mas depois temos de sofrer as consequências? Então, que liberdade é esta? Sou livre para não fazer a vontade de Deus, mas se não fizer, sofro as consequências? Parece-nos uma ironia ou, talvez, um sofisma.

Então vamos analisar, pensando em nós mesmos, como poeira cósmica que somos, neste amplo e infinito universo. Apesar de uma poeira, já temos um espírito, inteligente e dono da sua vontade. As nossas ações são ditadas pela nossa mente, que é livre, sim. Mas como poeira cósmica, inseridas nesse universo infinito, precisamos agir dentro do concerto universal, que é só harmonia, porque o que emana de Deus é Amor. Se infringirmos uma regra, quebramos, num mínimo lugar, uma ordem estabelecida, o que pode gerar o caos e a consequente desarmonia universal. Assim, precisamos corrigir o que fizemos errado, para que se restabeleça a ordem universal e a harmonia volte ao Universo.

O que aconteceu então? Erramos e corrigimos o erro: isso é apenas um passinho na nossa evolução, já que, pela nossa escolha, pela nossa vontade, preferimos evoluir através deste processo- errando para aprender.

Mas o nosso destino final está traçado: a nossa perfeição, que só acontece através de um longo processo evolutivo. Quando a nossa vontade identificar-se com a de Jesus, que nos disse: ”Eu estou no Pai e o Pai está em mim”, então estaremos de tal forma unidos que a nossa vontade é uma só, o AMOR, que é o BEM.

Sabendo destas coisas, podemos começar agora a exercitar o nosso livre arbítrio escolhendo só fazer o Bem, vivenciando o Amor.

 

 Abraço a todos!