Carências

17/08/2017 20:06

“Nossas carências são nossos melhores professores, mas nunca mostramos gratidão, diante de bons mestres.”.    (Nietzsche)

Só as mentes criativas são capazes de criar novos caminhos diante de carências, ao invés de lamuriar-se em frustações.

Encontramos uma situação de rara beleza, in Nietzsche para Estressados, de Allan Percy.

Conta-nos este autor que um violinista israelita  Itzhak Perlman, que precisava de muletas para se locomover, em consequência de poliomielite que sofrera na infância, apresentava-se no Lincoln Center, em Nova York.

Logo ao iniciar a sua apresentação uma corda do seu violino arrebentou. O público imaginou que o concerto seria interrompido, porque trocar a corda de um violino é um trabalho que demanda tempo, inclusive para a afinação final.

Mas, pasmem, ele continuou tocando, com as três cordas restantes. É quase impossível executar uma partitura para violino, escrita para quatro cordas, com apenas três. Pois ele, para surpresa de todos, conseguiu e foi ovacionado.

E disse: “ Sabe de uma coisa? Às vezes a tarefa do artista é ver o que pode ser feito com o que lhe resta.”

Agora pensemos neste exemplo real de uma vitória sobre um acidente frustrante, que poderia ter impedido a apresentação do artista.

E nós? Quantas vezes no palco de nossas vidas, emburramos, damos para trás, desanimamos, paramos a caminhada, porque nos faltam pequenas e triviais coisas. Já vivenciaram uma experiência assim?

Aprendamos com este violinista, que tudo é possível àquele que quer.

Quando queremos mesmo uma determinada coisa, nada nos impede de consegui-la. .A nossa vontade é soberana  e nos sustenta nas maiores dificuldades, conduzindo-nos a realizações inimagináveis.

E aí lembramo-nos da assertiva de Paulo, He,12:12,13.

“Por isso, levantem as mãos cansadas e os joelhos desconjuntados. Endireitem os caminhos  por onde terão de passar, a fim de que o aleijado não manque, mas seja curado!”

Depois das palavras de Paulo percebemos que não temos o direito de estar cansados e com os joelhos desconjuntados, se isto nos impedir de ajudar a alguém. Mesmo cansados, com dores, ainda podemos nos levantar e ir em ajuda ao mais necessitado do que nós.

 

Concordam?  Abraço!