A Preguiça
A Igreja católica considera a preguiça, um dos sete pecados capitais. Isto significa que ela dá um grande poder à Preguiça, para colocá-la ao lado dos outros seis pecados.
A Doutrina Espírita não fala em pecados, fala de imperfeições que são passiveis de correções, porque pela Lei do Progresso, ao espírito incumbe a responsabilidade de ser cada vez melhor, eliminando paulatinamente todas as suas imperfeições, até atingir a angelitude.
Mas o que é a preguiça? É a falta de vontade de trabalhar, de agir, de realizar todas as pequenas coisas do dia a dia, mas essenciais para a higiene e saúde das pessoas.
A preguiça pode ser material, física, quando ela se refere a falta de vontade de realizar trabalhos essenciais, como cozinhar, lavar, limpar ou outros, quaisquer que sejam, que se referem à vida material.
Mas existe a preguiça mental, que no nosso humilde parecer, é a mais grave. Por que?
A preguiça mental nos limita espiritualmente, porque não queremos, estudar, conhecer, ler, ampliar os nossos horizontes de conhecimentos, transformando-nos em seres brutos, como os animais, que não têm raciocínio.
O homem já conquistou o dom do raciocínio, sendo seu dever, desenvolvê-lo, enriquecê-lo, burilá-lo, elevando-o às alturas angelicais.
E a preguiça mental nos desestimula completamente neste trabalho, afastando-nos de leituras, aprendizados novos, aquietando a mente com programas emburrecedores que a televisão apregoa. Nada que nos faça pensar: apenas divertir-nos. E que diversão mais chula e tola!
Uma pequena demonstração desta preguiça mental é quando vemos no facebook, uma frase curta e profunda, curtimos e gostamos. Mas se a frase ou o texto exigir mais alguns segundos de leitura, passamos direto por ela, sem dar-lhe a mínima atenção. Textos de estudos, mais longos e sérios, passam longe de nós.
Deixamos de lado oportunidades de conhecimentos profundos, aprendizados que até nos fariam felizes, por pura preguiça.
Pegar um livro de estudo, sobre qualquer assunto de que gostamos, este passa longe das nossas mãos, dos olhos, da cabeça e dos pensamentos.
Não consideramos a preguiça um pecado mortal, mas é com certeza uma imperfeição grave, porque nos impede até de evoluir ou vencer outras imperfeições.
Assim, pensemos: estaremos sendo preguiçosos?
Se a nossa resposta for positiva, procuremos imediatamente escapar deste mal, esforçando-nos para fazer o que é da nossa responsabilidade, nunca deixando para depois a realização de algo.
E quanto à preguiça mental, “este diabinho que nos atazana”, vamos vencê-la com coragem, procurando novas leituras ricas de saber, fazendo cursos, meditando sobre tudo, para que possamos escapar de suas garras maléficas.
E aí? Concordam comigo?
Pode ser que haja alguém, que, por preguiça, nem se manifesta....
Abraço a todos!
