A Morte e Sócrates
“A Morte só é temível para aquele, que viveu apegado a matéria”
Esta frase de Sócrates nos alerta para a necessidade do desapego da vida material. Em apenas quatrocentos anos antes de Cristo, este grande ser humano que foi Sócrates, já nos advertia para o quanto era importante não nos apegarmos à vida material, principalmente diante da Morte.
Jesus também, em muitas ocasiões nos fala desta necessidade, como quando diz; “ Deixai aos mortos os cuidados de enterrar os mortos”, numa clara condenação ao apego. Ainda na parábola do homem que decidiu aumentar os seus celeiros, dada a grande colheita, amealhando para uma velhice tranquila, o Senhor adverte-o: “ Insensato! Hoje mesmo a morte vira buscá-lo”, considerando que nós não somos donos do nosso futuro. Ainda de Jesus, “Amealhai tesouros no céu, onde a traça, nem a ferrugem, nem os ladrões podem tirá-los de vós”, uma advertência clara de que precisamos não nos apegarmos aos bens materiais.
A Doutrina Espírita ainda nos esclarece mais sobre isso, mostrando como os espíritos sofrem no post-mortem, quando levaram na Terra uma vida só voltada às coisas materiais. Na obra de Kardec, o Céu e o Inferno, vemos muitos testemunhos de espíritos que viveram assim, presos à matéria e agora, no mundo espiritual passam por grande sofrimento para libertar-se das amarras da matéria, que os prende à vida terrena.
Então, amigos, achamos de bom alvitre, começarmos o quanto antes, desprendermo-nos da matéria.
_Mas vivemos na matéria! poderão nos objetar.
É verdade! Ainda estamos no mundo, vivemos num corpo material então nos seria lícito nos apegarmos às coisas materiais. Mas isto é errado porque podemos sim, viver na vida material, mas viver no mundo, na vida material, não significa sermos dominados por ele, mas sim, servimo-nos das coisas materiais para nosso bem estar, sem nos escravizarmos a ela, a matéria.
Como nos afirma o apóstolo Paulo: “Sou do mundo, mas eu venci o mundo”.
Vencer o mundo é não se escravizar à vida material, sermos senhores dela, mas jamais os seus escravos.
Vivendo assim, valorizando as coisas do espírito, teremos a felicidade de encarar a morte como um fato natural da vida. Assim, a nossa própria morte e a das pessoas que amamos nos parecerá uma amiga que vem cumprir a sua missão gloriosa: nos transferir de volta para a Casa do Pai.
Abraço a todos.
