A Fé de Abraão...
No evangelho comentado numa tarefa espiritual, na qual eu trabalhava, a dirigente referiu-se à passagem bíblica na qual é narrada a ordem que Deus dá a Abraão, de sacrificar seu filho Isaac, na ara, para testar a fé dele.
Esta passagem é demasiada conhecida e comentada a fé de Abraão, que até o último minuto se dispunha a matar o filho, quando Deus manda-o parar o sacrifício.
Mas nesse dia, ao ouvir o evangelho, veio-me à mente a seguinte questão: Se Deus tem a sabedoria perfeita, o conhecimento de tudo o que aconteceu e vai acontecer, e principalmente, nos conhece como ninguém, por que precisou testar a fé de Abraão, até o último minuto, se Ele já sabia de antemão o resultado?
Não sei se por hábito, comecei a questionar este fato sobre o qual nunca pensara e fui encarando-o sob um novo prisma: A Bíblia diz que Deus queria testar a fé de Abraão, e logo supomos que Ele queria ver até onde iria a sua fé.
Mas testar a fé dele, não significa que Deus não a conhecesse, pois já sabia de antemão o que iria acontecer. Então, qual a razão do teste?
Deus quis mostrar a Abraão, o tamanho de sua própria fé, para que ele aprendesse a confiar mais em si mesmo. Ninguém mais do que ele pode sentir que nele havia uma tal força, que seguiria Deus até o fim.
Então o fato teve a finalidade de revelar a Abraão, quanta fé ele já conquistara para o seu espírito.
Na nossa vida, também somos, inúmeras vezes, testados na nossa fé, não porque o Pai a desconheça, mas para que nós mesmos avaliemos qual é a nossa conquista.
E como temos nos saído dos nossos testes? Será que, como Abraão, seguiríamos até o fim, o sacrifício de um filho? Mas não nos assustemos, exemplos fortes como o de Abraão, há muitos, na Bíblia, para nos atrair. Os testes a que somos submetidos são muito menores, mais suaves, mas nem por isso menos importantes.
Diante de uma doença grave, nossa ou em seres que amamos, diante da dolorosa situação de desemprego sem perspectivas, ou da falência financeira, quando perdemos todos os nossos bens, ou da perda de um ente querido, como reage a nossa fé? Qual é o nosso comportamento em relação ao Pai, que nos é a eterna Providência?
Este é um amoroso convite para que reflitamos com sinceridade sobre nós mesmos.
Um abraço a todos...
